quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Arte do Papel e o Papel da Arte

Fazer papel é uma arte milenar, e nas últimas décadas artistas de todo o mundo tem utilizado este material como uma linguagem. Este encontro entre artistas plásticos e artífices do papel apresenta experiências da Capital gaúcha, do interior e do Uruguai, em situações onde esta parceria deu belos resultados.

Participam Ana Pettini, Celina Cabrales, André Venzon, Nilci Deon e a artista especialmente convidada Gabriela Martinez. É uma promoção da Usina do Papel , que comemora 16 anos de atividade na Usina do Gasômetro. O seminário acontecerá no dia 27 de agosto das 14 às 18 horas, na sala 400 do Centro Cultural Usina do Gasômetro, tem entrada franca e não necessita inscrição prévia.

Além da plasticidade e das inúmeras formas de utilização do papel, temos muito que aprender com os significados do processo, da trajetória do papel, este invento tão precioso, que hoje faz com que milhões de árvores sejam plantadas pelo mundo afora.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ecosustentável

O Grupo Eco, de São Paulo, com apoio institucional da Câmara Americana de Comércio e do Instituto Ethos, reunirá especialistas para discutir a importância da sustentabilidade na construção de relacionamentos duradouros, e como a gestão sustentável é percebida por públicos estratégicos.

Um aspecto interessante é que o evento vai abordar como as ferramentas de comunicação podem ser utilizadas para disseminar valores e princípios, e contribuir para o estabelecimento de relações verdadeiras, alinhadas com os compromissos das organizações.

Também vai tratar da percepção que os públicos estratégicos têm das ações de comunicação e marketing: se elas são coerentes, comprometidas com um processo de conscientização e de transformação ou apenas para ilustrar a imagem das empresas.

Essas e outras questões que estão presentes no cotidiano de inúmeros profissionais que hoje são responsáveis pela implementação da gestão sustentável nas suas organizações serão apresentadas.

O evento acontecerá nesta quinta, 21 de agosto, a partir das 14 horas, na AMCHAM, Rua da Paz, 1431, Chácara Santo Antonio, São Paulo, SP.

Mar desprotegido


Matéria da Folha de S. Paulo do dia 16 de agosto, retrata uma realidade pouco conhecida da população. Ao comer cação, badejo e camarão-sete-barbas, os brasileiros estão, sem saber, consumindo animais aquáticos ameaçados de extinção ou que sofrem com o excesso de pesca no Brasil. De acordo com o governo federal, 80% dos recursos explorados pela pesca marinha sofrem com sobrepesca, estão ameaçados ou em processo de recuperação.

Apesar disso, somente 0,4% dos mares brasileiros são protegidos em unidades de conservação federais. Incluindo as reservas estaduais, a porcentagem sobe para 0,8%. A realidade internacional não é muito diferente: há cerca de 1% de mares protegidos no globo. Em vista disso, o Greenpeace inicia na próxima semana uma campanha para proteger os oceanos no país. A entidade defende que as áreas protegidas subam para 40% no mundo e que o Brasil faça a sua parte. (Manchetes Socioambientais, ISA)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Combate às restrições ao uso da terra

O Editorial de hoje, 15 de agosto, do Estadão mostra bem como pensa muita gente:

"A agricultura brasileira está sendo tão cerceada pela delimitação de áreas cada vez maiores para reservas ambientais ou indígenas e por restrições ao uso da terra. O ministro da Agricultura estima que cerca de 70% do território brasileiro tem algum impedimento para a atividade agropecuária, por causa da presença de reservas indígenas, áreas de quilombolas, assentamentos agrários ou outras formas de restrição.

O Decreto nº 6.514 impõe a averbação, num prazo de 120 dias, de reserva legal de 20% de todas as propriedades - prazo impossível de ser cumprido. Direitos essenciais, como o de propriedade, estão sendo limitados até mesmo por meio de portarias de autoridades de segundo escalão, como o presidente da Funai, que, no mês passado, demarcou como terras indígenas uma área que pode chegar a aproximadamente um terço do território de Mato Grosso". (Manchetes Socioambientais, ISA)

No dois pra lá, dois prá cá, quem dança é a floresta

Texto do GT Floresta do FBOMS, divulgado agora há pouco, 17h de 15 de agosto"

Acordo anunciado pelos Ministros do Meio Ambiente e da Agricultura reduz proteção da Amazônia e rompe compromisso público de Minc

Contrariando seu discurso de posse, quando afirmou que o Presidente Lula não permitiria a redução da Reserva Legal na Amazônia, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou acordo com o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para possibilitar que os produtores rurais possam fazer a recuperação da reserva legal com espécies exóticas. Isso significa na prática a redução da reserva legal de 80% para 50% na Amazônia, pois monoculturas de espécies exóticas não cumprem a função ecológica prevista no Código Florestal.

A proposta é a mesma do projeto de lei 6424/05, conhecido como Floresta Zero de autoria do Senador Flexa Ribeiro, por permitir bacias hidrográficas sem cobertura florestal. A possibilidade de compensação de reserva legal em outra bacia hidrográfica desestimula a recuperação de áreas degradadas, e mantém o cenário de desequilíbrio ambiental promovido pelos desmatamentos.
Consideramos fundamental que qualquer discussão ou negociação em torno do Código Florestal seja feita de forma transparente e com participação da sociedade civil e da comunidade científica.

Esse debate precisa levar em conta os demais biomas brasileiros, igualmente importantes.
Aprimorar o Código Florestal, na lógica de otimizar o uso de áreas desmatadas e impedir novos desmatamentos é uma perspectiva positiva do ponto de vista socioambiental. Para tanto, é fundamental que as mudanças consolidem um entendimento comum de valorização da floresta.
As entidades abaixo assinadas reconhecem que é indispensável para o país promover o desenvolvimento econômico sustentável e a geração de empregos. Combinar esses fatores à conservação e recuperação dos recursos naturais, garantindo a integridade dos ecossistemas é nosso desafio.

A crise climática global e o papel dos desmatamentos na emissão de gases de efeito estufa exigem uma postura enérgica de controle dos desmatamentos e manutenção dos ativos florestais existentes no País. Recente estudo divulgado pela Embrapa sobre “Aquecimento global e a nova geografia da produção agrícola no Brasil” demonstra que o aquecimento global deve alterar profundamente a configuração da agricultura no Brasil e provocar perdas de R$ 7 bilhões.
Infelizmente, no governo Lula, vale a máxima de Schelling: “não existe absurdo que não encontre o seu porta-voz”.

Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - Apremavi
Conservação Internacional - CI
Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento - FORMAD
Instituto Centro de Vida - ICV
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto Socioambiental - ISA
Greenpeace
Grupo de Trabalho da Amazônia – GTA
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
WWF Brasil

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Cursos de aperfeiçoamento em SP

O Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC) do Instituto de Pesquisas Ecológicas em São Paulo já está com sua programação para o segundo semestre definida. Acompanhe:


Curso de História Ecológica Global Data: 30 e 31 de agosto
Curso de Mercado de Carbono Data: 05 a 07 de setembro
Curso de Viveiros e Mudas Data: 12 a 14 de setembro
Curso Básico de GPS (Sistema de Posicionamento Global) Data: 04 e 05 de outubro
Curso de Metodologias para Projetos de MDL Data: 16 a 19 de outubro
X Curso Latino Americano de Ecologia Quantitativa (Bioestatística) Data: 24 a 28 de outubro
Curso de Modelagem de Biodiversidade Data: 31 de outubro a 02 de novembro
IX Curso Latino Americano de Biologia da Conservação Data: 04 de novembro a 03 de dezembro
Curso de Métodos de Estimativa de Riqueza e Análise da Biodiversidade Data: 14 a 16 de novembro
Curso de Sensoriamento Remoto e SIG aplicada a Biologia da Conservação Data: 18 a 25 de novembro
Curso de Amostragem de Distâncias (Distance Sampling) Data: 06 a 09 de dezembro

Informações: http://www.ipe.org.br/ / cbbc@ipe.org.br 55 (11) 4597-1327 / 9981-2601

Que legal seria ter uma inciativa assim no Rio Grande do Sul...

Cinturão humano cerca reservas ambientais

No Estadão de hoje, 14 de agosto, saiu um artigo de Fernando Reinach com informações dramáticas para a preservação da biodiversidade:

"Um grupo de cientistas estudou o que ocorre com as populações humanas no entorno das unidades de conservação. O objetivo do estudo foi descobrir se a demarcação de uma reserva atrai ou afugenta populações humanas de seu entorno. O resultado mostra que em 245 das 306 reservas em 38 dos 45 países estudados a densidade populacional no cinturão em volta das reservas cresce com o dobro da velocidade do resto da área rural do país. Na América Latina, em 20% das reservas estudadas, o acúmulo de pessoas no entorno da unidade de conservação é cinco vezes mais rápido do que em outras regiões. A criação de reservas e o investimento que elas atraem transforma essas regiões em micropólos de desenvolvimento e adensamento populacional e isso é um dos maiores perigos para o futuro das unidades de conservação". (Manchetes Ambientais, ISA)

Compatibilizar o crescimento, o aumento da população com conservação ambiental é o grande desafio.